LOC-MTC Portugal: Celebrando el Día Internacional de la mujer, 8 de marzo de 2019

Lisboa, 06 mar 2019 (Ecclesia) – O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) afirma na mensagem para o Dia Internacional da Mulher, que se assinala esta sexta-feira, que “a violência e a discriminação” contra as mulheres persistem na “posição social, nas oportunidades, e no tratamento”.

No documento enviado enviada hoje à Agência ECCLESIA, pela Liga Operária Católica em Portugal (LOC/MTC), são exigidas “medidas concretas contra injustiças” de que as mulheres são vítimas, como as afetadas pela violência doméstica e a discriminação, as que sofrem de assédio sexual, desigualdades salariais e precariedade laboral, a temporalidade e salários baixos que “não permitem subsistir”.

O MMTC sugere uma “educação sexual” que sensibilize para a igualdade de género e “denuncie a irracionalidade de certas práticas” com as mulheres, como a excisão de meninas, a escravatura feminina, “o trabalho forçado de meninas, o matrimónio forçado de jovens migrantes”.

“O problema radica na normalidade com que se assume esta situação. Assim, nas famílias, nos lugares de trabalho, nos bairros,… a violência e o assédio sexual deixa-as indefesas; e em nome da tranquilidade do sistema e da prosperidade económica, continua a explorar-se física e moralmente as trabalhadoras sem forças para resistir”, alerta.

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos explica que a “violência e a discriminação” em relação às mulheres também se verifica nos países democráticos onde se supõe que “a lei garanta a igualdade de direitos entre homens e mulheres”, mas os meios de comunicação “continuam a denunciar a existência de violações e ataques”.

A mensagem assinala que para se mudar a cultura da violência contra as mulheres ainda “resta um longo caminho a percorrer” e a primeira coisa a desenvolver é “uma luta solidária pela justiça e libertação” para recuperar a “identidade e a dignidade como ‘rosto de Deus’”.

O movimento cita o Catecismo da Igreja Católica (2393) – “Ao criar o ser humano, homem e mulher, Deus confere a dignidade pessoal de maneira idêntica a um e a outra” – para explicar que Deus “convida a construir juntos uma comunidade humana em dignidade”.

‘Antes de ser mulher, uma mulher é um ser humano’ é o título da mensagem do MMTC, que foi escrita pelo Movimento Operário Coreano, para o Dia Internacional da Mulher 2019, no próximo dia 8 de março, instituído pela Organização das Nações Unidades, em 1975.

(Fuente: https://agencia.ecclesia.pt)

Antes de ser mulher, um mulher é um ser humano

“Depois, da costela que tinha tirado do homem, o Senhor Deus formou uma mulher e apresentou-a ao homem. Então este exclamou; Agora sim; isto é osso dos meus ossos e carne da minha carne; por isso se chamará mulher, por ter sido tirada do homem. Por isso o homem deixará pai e mãe e se une à sua mulher, e os dois serão uma só carne.”

“Ao criar o ser humano, homem e mulher, Deus confere a dignidade pessoal de maneira idêntica a um e a outra” (Catecismo da Igreja Católica, 2393). Isto significa que Deus, ao conceder igual dignidade a homens e mulheres, nos convida a construir juntos uma comunidade humana em dignidade.

Apesar de em 1975, as Nações Unidas proclamarem o dia 8 de março como “Dia internacional da Mulher” e levando já quase 20 anos no séc XXI, a violência e a discriminação contra as mulheres persiste na posição social, nas oportunidades, e no tratamento. Inclusive nos países democráticos nos quais se supõe que a lei garanta a igualdade de direitos entre homens e mulheres, os meios de comunicação continuam a denunciar a existência de violações e ataques contra as mulheres.

O problema radica na normalidade com que se assume esta situação. Assim, nas famílias, nos lugares de trabalho, nos bairros,… a violência e o assédio sexual deixa-as indefesas; e em nome da tranquilidade do sistema e da prosperidade económica, continua a explorar-se física e moralmente as trabalhadoras sem forças para resistir.

Tudo isto demonstra que, para mudar esta cultura da violência contra as mulheres ainda nos resta um longo caminho a percorrer. E a primeira coisa é desenvolver uma luta solidária pela justiça e libertação para recuperar a nossa identidade e a dignidade como “rosto de Deus”.

Para que se oiça a nossa voz necessitamos de nos organizar localmente, a nível nacional e internacional, em grupos, actuando solidariamente e contribuindo para o estabelecimento de uma verdadeira política de protecção das mulheres afectadas pela violência doméstica, a discriminação. O assédio sexual, as desigualdades salariais, a precaridade laboral, a temporalidade, com salários baixos que não lhes permitem subsistir.

Neste Dia Internacional da Mulher exigimos medidas concretas contra estas injustiças: a educação sexual que sensibilize para a igualdade de género e denuncie a irracionalidade de certas práticas com as mulheres (p.ex. a excisão de meninas) a escravatura feminina, o trabalho forçado de meninas, o matrimónio forçado de jovens migrantes.

“Jesus disse a sua mãe: “Mulher, que queres de mim? Ainda não chegou a minha hora” Sua mãe disse aos serventes: fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,4-5).

Ao responder positivamente ao pedido de sua mãe, o Evangelho diz-nos que Maria era um ser iluminado e que desempenhou um papel activo. A mulher não é um ser débil e insignificante, mas um ser respeitável que cumpre na sociedade uma missão específica que só ela pode realizar.

Mensagem escrita pelo Movimento Operário Coreano (30/01/2019)

Previous Post
Next Post
MMTC Footer - Facebook Integration
Social Updates

Latest from MMTC on Facebook

Follow our international solidarity campaigns, community actions, and live updates.

Visit Official Page
Loading latest posts from MMTC Facebook feed...

The WMCW was set up in 1966. Today, it brings together more than 50 affiliated organizations from four continents. Its member organizations promote the interests of all those who rely upon their work or for their income, whether formally or informally.

Contact Info

© 2026 World Movement of Christian Workers | All Rights Reserved